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13 fevereiro 2008

QUALIDADE DE VIDA: Cuide dos maus hábito

Mude hábitos na esfera pessoal e profissional em prol da qualidade de vida


SÃO PAULO - Quem nunca teve um dia de fúria, aquele em que a vontade era de abandonar tudo e ir morar no interior, na praia ou até em outro país? O estresse se transformou no mal da modernidade. As pessoas ficam estressadas porque trabalham demais. Ao dar muita atenção à profissão e pouca aos amigos e à família, elas se estressam porque sentem falta da vida social (afinal, nenhum ser humano pode viver isolado, como se estivesse em uma ilha).

Ainda há um estresse ocasionado pelo trânsito enfrentado no trajeto trabalho-casa ou pela falta de sono adequado, que, por sua vez, tem raiz na ansiedade. E os nutricionistas alertam para o estresse físico, causado pela falta de nutrientes no organismo. Ora, mas quem consegue comer bem e cozinhar todos os dias, quando trabalha demais e chega tarde em casa?

"O estresse é um gatilho que afeta onde o indivíduo é mais sensível", avisa a vice-presidente da ABQV (Associação Brasileira de Qualidade de Vida), Sâmia Simurro. Parece que estamos em um beco sem saída. Mas, antes de enlouquecer, saiba que é possível conviver com tudo isso, preservando sua qualidade de vida. A busca pelo equilíbrio emocional é o melhor caminho para tal, e não mudar de emprego ou de país.

O conselho de Sâmia é preparar o emocional para agüentar a pressão. "Embora as empresas estejam mais preocupadas com a qualidade de vida de seus colaboradores, não vejo um futuro diferente do que temos agora. A pressão continuará existindo e as pessoas devem desenvolver a resiliência. Mas as maneiras de enfrentar o estresse mudam de indivíduo para indivíduo. Não há uma regra de ouro."

Saiba o que é importante para você

Às vezes, as pessoas sentem que precisam dar mais atenção à vida pessoal, à família ou aos seus relacionamentos, em detrimento do trabalho. Logo, é isso que ela precisa fazer, mas fugindo do sentimento de culpa. O importante é ter consciência de que cada um tem controle sobre sua vida, pode fazer escolhas sempre que necessário.

Além disso, seja otimista. "O otimismo e a visão positiva tornam a pessoa muito mais criativa para encontrar as soluções possíveis, além de diminuir o efeito que aquele estresse tem sobre você", afirma a vice-presidente. "Pesquisas têm demonstrado que os otimistas vivem 19% mais tempo do que os pessimistas, costumam ser mais eficientes e obter resultados mais positivos no trabalho."

Ela dá algumas dicas práticas para quem procura qualidade de vida:


  • Entenda de forma clara a expectativa de seus superiores;

  • Um dos fatores que mais estressam o profissional é a falta de reconhecimento. Se isso acontece com você, procure satisfação fora do trabalho, focando mais na vida pessoal ou em algum hobby;

  • Tenha um sono repousante, de qualidade, mesmo que não tenha tempo para dormir a quantidade de horas indicada pelos médicos;

  • Priorize a alimentação equilibrada, com frutas, legumes, verduras e fontes de proteína;

  • Tenha amigos. Manter amizades pode ser difícil, em meio a uma rotina agitada, mas vale a pena tentar, já que o indivíduo com amigos sente mais confiança em si;

  • Seja otimista e tenha bom humor no dia-a-dia. "Tem gente que é muito negativa e inclusive tem uma visão negativa sobre si mesmo. Felizmente, a psicologia diz que o otimismo pode ser aprendido", revela a vice-presidente da ABQV;

  • Não faça julgamento sobre as situações;

  • Avalie apreciativamente uma situação;

  • Considere todas as alternativas;

  • Acredite que nada dura para sempre;

  • Aproxime-se de pessoas otimistas e com visão positiva da vida;

  • Desenvolva a capacidade de delegar tarefas, mas sem medo de perder o emprego;

  • Aprimore seu planejamento diário, evitando reuniões improdutivas;

  • Não seja escravo da tecnologia. Há quem passe o dia estressado, por conta da lentidão do computador. Isso sem falar das pessoas que, após passar o dia na frente do computador, chegam em casa e a primeira coisa que fazem é ligar o computador;

  • Cuide do seu equilíbrio emocional. Se você estiver bem consigo, conseguirá ser um bom marido/uma boa esposa e pai/mãe e um/a colega de trabalho agradável;

  • Não descarregue as dificuldades do trabalho em seus familiares. Seja cordial em casa;

  • Seja tolerante em casa. "Criamos nossos filhos para serem cidadãos do mundo, com opinião própria, mas, quando eles discordam da gente, ficamos bravos", diz a especialista;

  • Seja gentil com as pessoas, mesmo que desconhecidas. "Gentilezas fazem bem à saúde", garante Sâmia;

  • Seja sensível às necessidade de pessoas próximas e, principalmente, transmita segurança aos filhos. As crianças crescem inseguras, em ambientes estressantes;

  • Colabore com as tarefas domésticas;

  • Esteja em casa no horário das refeições. É importante reunir a família ao menos uma vez por dia;

  • Crie oportunidades para conversar com os filhos, mas não para cobrá-los, apenas para conversar;

  • Faça um trabalho voluntário, mas tome cuidado para que ele não se torne uma fonte de estresse, mas de prazer.

Fonte: UOL Economia/InfoMoney

12 fevereiro 2008

EMPREGO: Quando a hora extra começa atrapalhar sua vida

Tadeu e Adolfo trabalhando até tarde - também, ganhando hora extra fica fácil, né?

Hora extra virou rotina?


SÃO PAULO - Muitos funcionários, impulsionados pelos chefes, fazem hora extra. Mesmo cansados, se sentem obrigados, para garantir o emprego. Quando acontece algumas vezes, ficar até mais tarde na empresa é até compreensível, mas se vira rotina, o funcionário deve colocar limites. De que maneira?

De acordo com a consultora de RH (Recursos Humanos) da Catho Online, Camila Mariano, o emprego não deve estar em jogo, quando a pessoa não cumpre hora extra, porque o correto é que seja ela cobrada por resultados e não pelo período de trabalho. "Eu sugiro sempre que converse com o chefe direto para tentar reduzir as horas extras. Estabeleça prioridades e prazo de entrega".

Uma atitude que não deve ser tomada é começar a entrar mais tarde, porque está saindo mais tarde. "A não ser que o fato seja acordado com a empresa. Não estabeleça regras sozinho".

Empresas

Segundo Camila, se, no passado, fazer hora extra era exemplo de dedicação, hoje, as empresas já julgam mais os funcionários pela produtividade. Para as companhias, é interessante que o profissional cumpra suas atividades no tempo determinado, ou então ele sairá mais caro. "A hora extra tem um custo".

As empresas também estão mais interessadas na qualidade de vida do funcionário, para que tenha tempo para estudar, fazer cursos e para o lazer. "Afinal, um profissional descansado é mais lucrativo do que aquele estressado". Além disso, se não tiver tempo para fazer cursos, pode ficar defasado e diminuir a empregabilidade.

É importante que a pessoa tenha disposição para a hora extra, quando a empresa precisar. Se todo dia precisar ficar até mais tarde, demonstra que não tem organização.

Balança

Ao ser perguntada se o profissional deve colocar o emprego em jogo, por causa das horas extras, a resposta de Camila foi positiva. "Se trouxer mais malefícios do que benefícios e não conseguir parar de fazer as horas extras, o melhor é mudar de emprego mesmo". Dentre os efeitos negativos da prática, está o maior estresse, por se cobrar para fazer mais do que o necessário.

Para quem sofre do problema, o melhor é começar a se organizar. Camila indicou ao profissional que foque na eficiência e na produtividade. Saiba determinar o que é prioridade e aprenda a otimizar o tempo, para não perdê-lo com o que não é emergencial.

Sobre a relação com os colegas de trabalho, é bem provável que quem faz hora extra em excesso seja visto como bajulador, extremista ou atrapalhado.

Fonte UOL Economia/Infomoney

 
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